sábado, 11 de junho de 2016

Malha aérea deve encolher 12% em 2016, diz Abear

10/06/2016 - O Estado de SP

Malha aérea: "O cenário hoje é muito duro, muito difícil. São nove meses consecutivos de queda de demanda"

Victor Aguiar, do Estadão Conteúdo

São Paulo - O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou nesta quinta-feira, 9, que a entidade não enxerga um cenário de melhora significativa para o setor no País até meados de 2017.

O executivo ainda frisou que, neste ano, a redução na malha aérea deve ficar ao redor de 12% em relação a 2015.

O posicionamento de Sanovicz, que participou de teleconferência promovida pela GO Associados para debater os desafios do setor de aviação civil, é semelhante ao emitido no fim do mês passado, quando a entidade divulgou os dados do setor aéreo brasileiro referentes a abril.

Na ocasião, o presidente da Abear afirmou que o ajuste de oferta "certamente será superior a 10% neste ano".

"O cenário hoje é muito duro, muito difícil. São nove meses consecutivos de queda de demanda, de menos gente procurando o modal aéreo", disse o executivo, durante a teleconferência.

"Estamos prevendo para este ano uma redução da malha área brasileira ao redor de 12% em relação a 2015, espalhada pelo conjunto do País."

A demanda doméstica por viagens aéreas recuou 12,22% em abril na comparação com o mesmo mês de 2015.

Em termos absolutos, esse foi o pior desempenho mensal da demanda doméstica desde fevereiro de 2013 e o pior desempenho do indicador para abril desde 2012.

No acumulado de 2016, a demanda doméstica registra queda de 6,54% ante os primeiros quatro meses de 2015.

Segundo Sanovicz, no curto prazo, as empresas aéreas estão enfrentando esse cenário com corte de custos e revisão da malha aérea e de outros processos.

"O que é mais visível para o público é a diminuição de frequências para alguns destinos. Uma cidade qualquer, que antes tinha sete frequências diárias, hoje pode estar com quatro frequências, por exemplo."

Para o presidente da Abear, a meta, neste momento, é atravessar o momento de instabilidade e, caso necessário, diminuir as estruturas para mantê-las saudáveis e recuperar sua rentabilidade.

"Assim, em meados de 2017, com um ambiente mais adequado, poderemos voltar a crescer."

Quase pronto, Bonde Restaurante recebe piso de vinil

Decoração do veículo segue o estilo clássico antigo e requintado

11/06/2016 - Tribuna Online

Decoração será completada com sistema de iluminação intimista. Vagão conduzirá 34 pessoas. Foto: Carol Fariah / Prefeitura de Santos

Falta pouco para Santos receber seu primeiro Bonde Restaurante. Em fase de acabamento, o veículo, que é montado na oficina da CET, no Valongo, já recebeu a instalação do piso de vinil com losango quadriculado nas cores branca, preta e cinza. A decoração segue o estilo “vintage”, ou seja, um clássico antigo e requintado, que remete a uma mescla de tendências das décadas de 1950 a 1970.

Quando pronto, circulará pela linha turística do Centro Histórico, conduzindo 34 passageiros em espaço para festas e solenidades ao som multimídia.

A decoração será completada com sistema de iluminação intimista com lâmpadas de filamentos de carbono de 40 watts, que imitam velas.

“Elas criam um ambiente romântico nos passeios. Ficarão no teto do veículo fixadas por soquetes de madeira de peroba rosa confeccionados pela equipe técnica da CET. O material foi reaproveitado de pontos de ônibus antigos. É uma maneira de unir criatividade, economia e sustentabilidade”, explica Marcos Rogério Nascimento, engenheiro responsável pela equipe de recuperação do elétrico. Ele acrescenta que haverá também de lâmpadas de LED (24 volts) para situações de emergência como black out.

Serviços

O engenheiro da CET explica que o truck (chassi), o sistema de freios e algumas peças básicas do Bonde Restaurante estão sendo reparados por uma firma especializada. Os serviços também visam readequar as rodas na medida exata das bitolas.

As melhorias realizadas já contemplaram reparos de funilaria, instalação de cozinha planejada, pia de granito, cuba inox, frigobares, forno elétrico, microondas, cooktop (fogão de duas bocas), plataforma elevatória de acessibilidade e ar refrigerado. O veículo também receberá conjuntos de mesas retráteis e cadeiras de policarbonato.

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/quase-pronto-bonde-restaurante-recebe-piso-de-vinil/?cHash=1a356d9790470b27df0630331e697925

BH começa a ganhar 1,3 mil novos abrigos de ônibus neste mês

Troca será feita por concessão do direito de explorar publicidade e prevê até wi-fi

 11/06/2016  - Estado de Minas

 Valquiria Lopes

Depois de mais de dois anos e dois processos licitatórios, a Prefeitura de Belo Horizonte vai, enfim, iniciar a troca dos abrigos de ônibus de ruas e avenidas da capital. As novas 1.300 estruturas começam a ser instaladas ainda neste mês, com diferenciais em relação aos existentes. Têm área 25% maior, iluminação interna, novo leiaute, vidros envidraçados nas laterais e fundo em metal vazado. Também terão placa com letreiro luminoso, painéis com sistema de informação sobre horários dos coletivos e conexão wi-fi.

A concessionária vencedora do pregão será responsável por criar, instalar e fazer a manutenção dos equipamentos, tendo o direito à exploração publicitária de totens, durante 25 anos. O contrato deve ser assinado nos próximos dias e prevê investimento da empresa em torno de R$ 30 milhões para instalação, e o mesmo valor para custeio de reparos, durante a vigência da concessão. A implantação começa nos próximos dias com seis abrigos piloto em pontos da Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Para entender a dificuldade pela qual o belo-horizontino passa enquanto espera por coletivos na capital, basta analisar a realidade dos abrigos em vias públicas. Belo Horizonte conta hoje 8.500 pontos de ônibus e destes apenas 2.700 têm cobertura de proteção para passageiros. A BHTrans explica que do total, um terço, ou seja 2.833, são locais com características de desembarque e que, por isso, não exigem a instalação dos abrigos. Dos outros dois terços (5.666) nem metade conta com a proteção (47%). Segundo a empresa que gerencia o trânsito na capital, a meta até o fim do ano é que 70% das pessoas que usam transporte coletivo na cidade possam contar com abrigos enquanto esperam ônibus. Atualmente, esse índice é de 55%.

Das 1.300 novas coberturas, 1.100 serão no modelo padrão; 100 serão destinadas a áreas com prédios históricos e as 100 restantes serão menores, para calçadas estreitas (de até 2 metros). Do total, 300 vão substituir abrigos danificados. Dos outros 1.000, parte será levada para locais onde não há abrigos e a outra será usada para padronizar os equipamentos.

Daniel Marx Couto, diretor de Transportes Públicos da BHTrans, explicou que a identificação dos locais para a instalação dos novos abrigos será feita por meio de levantamento no sistema de bilhetagem eletrônica. “Vamos analisar a demanda de acordo com os pontos onde as pessoas mais usam o cartão BHBUS”, diz. Segundo ele, o prazo contratual é de quatro anos para instalação de todos os abrigos. “O ritmo será mais acelerado no primeiro ano, alcançando metade dos equipamentos. O restante será ao longo dos três anos seguintes”, afirma.

INTERNET Além de prever a exploração dos totens de publicidade, a licitação abre espaço para que a empresa vencedora lucre com a oferta de internet nos abrigos. Isso será possível com o uso dos espaços publicitários que poderão ser vendidos a clientes e vistos pelos passageiros no momento em que usam a rede wifi. “Vamos fazer um teste e avaliar o uso dessa ferramente. A empresa tem autorização para expandir depois, se achar viável”, afirma Daniel. Também serão ampliados painéis de informação sobre o horário de chegada dos coletivos. Atualmente, há 600 painéis nos abrigos e mais 200 serão instalados.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Atrasos de testes na Linha 4 podem colocar passageiros em risco, alerta TCE

Testes sem usuários deveriam durar um ano, mas só começaram este mês
   
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

09/06/2016 - O Globo

O primeiro carro da Linha 4 do Metrô passa no chamado eixo olímpico - Divulgação

RIO — O Tribunal de Contas do Estado (TCE) manifestou, nesta quinta-feira, preocupação com a segurança dos futuros usuários da Linha 4 do metrô durante a Olimpíada. O motivo é o prazo curto para testes operacionais antes de a linha entrar em operação, no dia 1º de agosto, com a entrada restrita para a chamada “família olímpica” e o público que for assistir aos jogos.

Pelo contrato original, os testes sem passageiros deveriam durar um ano, sendo encerrados no fim de setembro de 2015. Posteriormente, de outubro de 2015 a janeiro de 2016, seriam realizados com passageiros. A operação comercial propriamente dita começaria em fevereiro. No entanto, os testes sem passageiros só tiveram início este mês, e vão durar apenas 60 dias. Além disso, os trens vão operar com sistema manual, já que a pilotagem automática só estará implantada no fim do ano.

O presidente do TCE, Jonas Lopes Carvalho, disse que a decisão de abertura ou não do metrô é política, mas que o governo deveria avaliar se o sistema é realmente seguro para ser inaugurado em agosto. Ele lembrou que outras obras tiveram problemas, como a queda da ciclovia da Niemeyer e a paralisação do VLT. Lopes acrescentou como motivo de preocupação é o ritmo intenso nas obras da Linha 4 para concluir os trabalhos no trecho entre Ipanema e a Barra.

Nesta quinta-feira, o TCE aprovou um relatório solicitando que, em 30 dias, o estado apresente documentos que detalhem os testes que já foram executados e as medidas que estão sendo tomadas para garantir a segurança dos passageiros. Cópias do relatório serão encaminhadas, entre outros órgão, ao Comitê Olímpico Internacional, ao Crea e ao Corpo de Bombeiros.

GOVERNO NEGOCIA EMPRÉSTIMO

Mas a Linha 4 ainda periga nem ser concluída por falta de dinheiro. Nesta quinta-feira, o secretário estadual de Fazenda, J href="http://oglobo.globo.com/rio/rio-negocia-liberacao-de-emprestimo-para-termino-das-obras-do-metro-19473360">ulio Bueno, participou de uma negociação no Ministério da Fazenda para tirar o Rio da lista de inadimplentes com a União e liberar o financiamento do BNDES para o término das obras. Segundo o governador interino, Francisco Dornelles, uma das propostas do estado é para saldar as dívidas com o Tesouro Nacional e com organismo internacionais por meio de um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil, que já foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional e foi autorizado por uma resolução do Senado. Esse dispositivo permite a tomada de empréstimos para compensação de perda de arrecadação de royalties.

Como o estado está inadimplente com a União, não pode contratar novas operações de crédito. Um desses financiamentos, que é primordial para concluir as obras do metrô, ainda depende de o estado comprovar que está adimplente com o governo federal para ter o aval do Ministério da Fazenda e do BNDES.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/atrasos-de-testes-na-linha-4-podem-colocar-passageiros-em-risco-alerta-tce-19475130#ixzz4B8OVI0od 
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Rússia apresenta avião comercial para brigar com Airbus e Boeing

O primeiro protótipo do jato russo MC-21 deve decolar somente em 2017 (UAC)
Família de jatos MC-21 do consórcio russo UAC tem estreia comercial programada para 2019

08/06/2016 - Airway

THIAGO VINHOLES  

O primeiro protótipo do jato russo MC-21 deve decolar somente em 2017 (UAC)

A United Aircraft Corporation (UAC), consórcio russo formado pelas fabricantes Irkut e Yakovlev, apresentou nesta quarta-feira (8), em Irkutsk, na Rússia, o primeiro protótipo do jato de passageiros MC-21. Desenvolvido para competir com os aviões comerciais mais vendidos do mundo, o Airbus A320 e o Boeing 737, a aeronave tem estreia prevista para 2019.

Desenvolvido para competir com os aviões de passageiros mais vendidos do mundo, o Airbus A320 e o Boeing 737, o MC-21 ainda tem um longo caminho até estrear no mercado. Segundo a Irkut, os testes de voo estão programados para o próximo ano e as primeiras entregas devem começam somente a partir de 2019 – a empresa afirma já ter 175 pedidos firmes pelo MC-21.

O MC-21-300 será o primeiro modelo da nova família de aeronaves a chegar ao mercado. De acordo com a fabricante russa, o aparelho intermediário pode transportar até 211 passageiros a uma distância de 6.000 km. Nessa configuração, o MC-21 é maior que o Boeing 737-800.

As outras opções do jato russo serão o MC-21-200, para até 162 passageiros e alcance de 5.000 km, e o MC-21-400, com capacidade para 230 ocupantes e autonomia de 6.400km. A data de lançamento dessas duas versões, entretanto, ainda não foi definida pela UAC.

Até o momento, a maioria dos pedidos pelo MC-21 são de companhias aéreas russas.

Mas a UAC também quer alcançar mercados tradicionais do Ocidente com o MC-21. Uma das estratégias é oferecer a aeronave com motores Pratt & Whitney, um dos mais utilizados na aviação comercial, sobretudo nas regiões com maior tráfego, como Estados Unidos e Europa. A outra opção de motorização será fornecida pela fabricante russa Aviadvigatel.

O MC-21-300 é cerca de 2,5 metros mais comprido que o Boeing 737-800 (UAC)
O MC-21-300 é cerca de 2,5 metros mais comprido que o Boeing 737-800 (UAC)

O valor do MC-21 é estimado em cerca de US$ 70 milhões. Essa cifra coloca o jato russo como o mais barato da categoria “narrow-body”, com capacidade para até 230 passageiros.

sábado, 29 de maio de 2010

             

Rio de Janeiro, 1910 circa