terça-feira, 8 de janeiro de 2019

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Praia Grande quer VLT integrado ao Litoral Sul

25/05/2017 -  A Tribuna

Em reunião ele sugeriu a construção de uma estação para interligar as cidades

GUSTAVO T. DE MIRANDA

A Prefeitura de Praia Grande quer transformar o Terminal Tude Bastos, na entrada da Cidade, em uma espécie de ponto de ligação de meios de transporte público das cidades que estão no extremo sul da Baixada Santista.

A defesa foi feita pelo prefeito Alberto Mourão (PSDB), que recebeu A Tribuna na quarta-feira (24) em seu gabinete, no Paço Municipal, na Vila Mirim. Ali, detalhou a sua proposta de mudança no traçado do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista.

Na reunião de terça-feira do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Mourão sugeriu a construção de uma estação para se interligarem as cidades da região sul ao centro metropolitano por meio do VLT.

O novo ramal seria feito a partir de uma conexão de 3,6 quilômetros entre uma área da Ponte dos Barreiros, atravessando um manguezal, passando pela lateral do Parque Leopoldo Estásio Vanderlinde até a estrutura atual do terminal de ônibus municipais.

“A minha proposta é que, assim que passar a ponte, à esquerda, sejam erguidos pilares para receber os trilhos. Não tem agressão à fauna e à vegetação”, diz Mourão. Seria uma estaca a cada 150 metros, segundo ele, a exemplo de monotrilhos de São Paulo.

Com isso, o VLT funcionaria a partir do Terminal Tude Bastos, que seria também o ponto de chegada e saída para o BRT (ônibus de transporte rápido). Os veículos cruzariam Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

“Ele vai passar por uma área que já está em processo de loteamento. O investimento seria de R$ 180 milhões. Não teria desapropriações”, argumenta Mourão. Ele acredita que o gasto poderia ser até menor. “Vamos pensar nos viadutos de São Vicente. Gastaram R$ 180 milhões e a área de obra foi muito maior, aqui tem menos área para mexer”, diz.

Segundo Mourão, esse investimento faria com que a população das quatro cidades pudesse ser inserida no VLT — aumentando o número de passageiros. “Hoje, são 2,8 milhões de pessoas que fazem esse trajeto. É pagante que está fora do sistema. A própria EMTU admite que o VLT não se sustenta”, critica o prefeito.

Na terça-feira (23), A Tribuna ouviu do diretor presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes, que não tinha conhecimento da proposta defendida por Mourão no Condesb.

O prefeito de Praia Grande, porém, afirma que essa alternativa surgiu a partir da discussão sobre o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, no ano passado. “Discutimos o ponto de vista interno e a ligação com o regional. Foi quando discutimos a possibilidade de esse trecho ser aproveitado. Essa passagem pela Ponte dos Barreiros já foi entregue, em janeiro, para o governador Geraldo Alckmin (PSDB)”, relata.

Em dúvida

Para Mourão, essa interligação seria mais importante do que levar o VLT até o Centro de Santos — o trecho 2 prevê a construção de estações entre a Avenida Conselheiro Nébias e o Valongo, em Santos, e deve ser contratado no próximo semestre, segundo a EMTU.

“Tenho dúvidas. São R$ 500 milhões para uma área que já tem um transporte solucionado. É preferível fazer a integração do sistema entre o Sul e Cubatão. Você poderia investir em uma faixa exclusiva, com ônibus articulados. Isso faria o VLT ser extremamente funcional”, analisa.



Justiça bloqueia bens do ex-prefeito de Macaé por irregularidades no projeto do VLT, que nunca funcionou

25/05/2017 -  RJ Inter TV 2ª Edição, Macaé

Pedido foi feito pelo Ministério Público, que questiona contrato de mais de R$ 1,7 milhão.

Justiça bloqueia bens do ex-prefeito de Macaé por irregularidades no projeto do VLT

A Justiça determinou nesta quarta-feira (24) o bloqueio de bens do ex-prefeito de Macaé-RJ, Riverton Mussi, e de outras quatro pessoas por irregularidades em um contrato de manutenção da via férrea que seria usada pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi comprado em 2012, mas nunca entrou em funcionamento. O pedido foi feito pelo Ministério Público, que questiona o contrato de prestação de serviço assinado entre a Prefeitura e a Alberoni e Arruda Serviços de Engenharia Limitada, estimado em R$ 1,7 milhão.

A empresta de serviços de engenharia tinha sido contratada para a manutenção da via. Segundo o Ministério Público, no entanto, esta manutenção deveria ser de responsabilidade da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que, em 1996, assumiu a malha da antiga Rede Ferroviária Federal, que corta a cidade.

Na decisão, além do ex-prefeito Riverton Mussi, foram condenados, também, Jorge Tavares, ex-secretário de Mobilidade Urbana, Juliana Carvalho Leal Cravo, que era responsável pelo Fundo Municipal de Transporte, Bráulio de Oliveira Lopes, ex-coordenador do projeto VLT, Gilberto Luis Santos Cunha, além da empresa Alberoni e Arruda Serviços de Engenharia Limitada. A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o ressarcimento aos cofres públicos no valor de mais de R$ 17 milhões pelo ex-prefeito e ex-secretário, e mais de R$ 1,7 milhão pelos demais réus.

Além disso, a Justiça deu um prazo de 180 dias para a Prefeitura apresentar um projeto definitivo sobre o destino do VLT. A pena de multa mensal é de mais de R$ 100 mil para o descumprimento.
Em nota, a Prefeitura de Macaé informou que está em andamento um processo para a realização de um leilão das composições do VLT, mas não informou quando o edital do leilão será publicado. Sobre a decisão da Justiça, a Prefeitura disse que não foi comunicada oficialmente.

A reportagem da Inter TV tentou falar com os réus no processo, mas só conseguiu contato com a ex-responsável pelo Fundo Municipal, Juliana Carvalho. Ela disse que não foi comunicada oficialmente, mas que sua conduta profissional segue sendo ilibada, e disse que vai ver quais os trâmites legais a serem seguidos. Todos os réus podem recorrer da decisão.

Integração entre ônibus e VLT está atrasada na Baixada Santista

26/05/2017 - Via Trolebus

CAIO LOBO



De acordo com reportagem da TV Tribuna, a integração entre ônibus de Santos e São Vicente com o VLT da Baixada Santista está atrasada. “A gente vinha trabalhando com a expectativa de maio. Todos os documentos estão com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de Santos, que pediu mais um prazo”, argumenta o diretor presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Metropolitanos (EMTU), Joaquim Lopes.

Um convênio assinado entre Estado e municípios dizia que dos R$ 4,30 da passagem, R$ 1,30 sejam do sistema local e R$ 3,10 do VLT. Joaquim disse que espera a prefeitura de Santos dizer quais linhas terão integração para pactuar a regra e ajustar o sistema de bilhetagem.

Já São Vicente a situação é mais complicada. Lá é necessário fazer uma licitação dos transportes da cidade. Hoje os ônibus são operados por cooperativas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Estudos: Encontro detalha projeto do Trem Intercidades

24/05/2017 - O Liberal

Em sua primeira etapa, trem vai resgatar o transporte ferroviário de passageiros no trecho entre as cidades de Americana e São Paulo

Uma reunião entre o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Clodoaldo Pelissioni, e o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), previamente agendada para o dia 30, deve definir detalhes sobre a implantação do Trem Intercidades, que em sua primeira etapa vai resgatar o transporte ferroviário de passageiros no trecho entre as cidades de Americana e São Paulo.

O encontro, aguardado ansiosamente pelas lideranças políticas da região, leva pela primeira vez o debate ao prefeito da maior cidade interiorana no trajeto, e que hipoteticamente vai concentrar o maior número de embarques e desembarques.

Foto: Arquivo / O Liberal
Ideia é usar trecho existente para fazer a ligação entre Americana e São Paulo

No dia 28 de março, em Brasília, o presidente Michel Temer (PMDB) garantiu a inclusão do Intercidades no programa de concessões da União. O governo federal, que controla a malha férrea no trecho, fará a concessão do domínio, ao governo de São Paulo, de linhas que hoje servem exclusivamente ao transporte de cargas.

O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), um dos entusiastas do projeto, comemorou na época o resultado da reunião, lembrando que o governo estadual esperava há um ano pelo desfecho. A grande vantagem do projeto, segundo ele, é que a estrutura já existente pode ser utilizada, sem gastos com desapropriações ou licenças ambientais.

O trem faz parte do PPI (Programa de Parceria de Investimentos), onde o poder público e iniciativa privada passam a integrar um consórcio para administração do sistema ferroviário. A empresa que explora o transporte de cargas e o Estado, no caso, vão compartilhar as mesmas linhas férreas.

O apoio da União é estratégico: as empresas interessadas em gerenciar o Intercidades irão contar com linhas de financiamento do BNDES, e poderão investir com segurança.

Projeto

O Intercidades vai consumir investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões, compartilhados entre empresas e poder público. A estimativa é que 60 mil pessoas, diariamente, vão se utilizar do trem nos 135 quilômetros entre Americana e São Paulo.

Nas etapas posteriores, o projeto também prevê a interligação ferroviária da Capital com o Vale do Paraíba, Baixada Santista e região de Sorocaba. O percurso completo do Intercidades possui 431 quilômetros de ferrovias e está orçado em R$ 20 bilhões

sábado, 11 de junho de 2016

Malha aérea deve encolher 12% em 2016, diz Abear

10/06/2016 - O Estado de SP

Malha aérea: "O cenário hoje é muito duro, muito difícil. São nove meses consecutivos de queda de demanda"

Victor Aguiar, do Estadão Conteúdo

São Paulo - O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou nesta quinta-feira, 9, que a entidade não enxerga um cenário de melhora significativa para o setor no País até meados de 2017.

O executivo ainda frisou que, neste ano, a redução na malha aérea deve ficar ao redor de 12% em relação a 2015.

O posicionamento de Sanovicz, que participou de teleconferência promovida pela GO Associados para debater os desafios do setor de aviação civil, é semelhante ao emitido no fim do mês passado, quando a entidade divulgou os dados do setor aéreo brasileiro referentes a abril.

Na ocasião, o presidente da Abear afirmou que o ajuste de oferta "certamente será superior a 10% neste ano".

"O cenário hoje é muito duro, muito difícil. São nove meses consecutivos de queda de demanda, de menos gente procurando o modal aéreo", disse o executivo, durante a teleconferência.

"Estamos prevendo para este ano uma redução da malha área brasileira ao redor de 12% em relação a 2015, espalhada pelo conjunto do País."

A demanda doméstica por viagens aéreas recuou 12,22% em abril na comparação com o mesmo mês de 2015.

Em termos absolutos, esse foi o pior desempenho mensal da demanda doméstica desde fevereiro de 2013 e o pior desempenho do indicador para abril desde 2012.

No acumulado de 2016, a demanda doméstica registra queda de 6,54% ante os primeiros quatro meses de 2015.

Segundo Sanovicz, no curto prazo, as empresas aéreas estão enfrentando esse cenário com corte de custos e revisão da malha aérea e de outros processos.

"O que é mais visível para o público é a diminuição de frequências para alguns destinos. Uma cidade qualquer, que antes tinha sete frequências diárias, hoje pode estar com quatro frequências, por exemplo."

Para o presidente da Abear, a meta, neste momento, é atravessar o momento de instabilidade e, caso necessário, diminuir as estruturas para mantê-las saudáveis e recuperar sua rentabilidade.

"Assim, em meados de 2017, com um ambiente mais adequado, poderemos voltar a crescer."

Quase pronto, Bonde Restaurante recebe piso de vinil

Decoração do veículo segue o estilo clássico antigo e requintado

11/06/2016 - Tribuna Online

Decoração será completada com sistema de iluminação intimista. Vagão conduzirá 34 pessoas. Foto: Carol Fariah / Prefeitura de Santos

Falta pouco para Santos receber seu primeiro Bonde Restaurante. Em fase de acabamento, o veículo, que é montado na oficina da CET, no Valongo, já recebeu a instalação do piso de vinil com losango quadriculado nas cores branca, preta e cinza. A decoração segue o estilo “vintage”, ou seja, um clássico antigo e requintado, que remete a uma mescla de tendências das décadas de 1950 a 1970.

Quando pronto, circulará pela linha turística do Centro Histórico, conduzindo 34 passageiros em espaço para festas e solenidades ao som multimídia.

A decoração será completada com sistema de iluminação intimista com lâmpadas de filamentos de carbono de 40 watts, que imitam velas.

“Elas criam um ambiente romântico nos passeios. Ficarão no teto do veículo fixadas por soquetes de madeira de peroba rosa confeccionados pela equipe técnica da CET. O material foi reaproveitado de pontos de ônibus antigos. É uma maneira de unir criatividade, economia e sustentabilidade”, explica Marcos Rogério Nascimento, engenheiro responsável pela equipe de recuperação do elétrico. Ele acrescenta que haverá também de lâmpadas de LED (24 volts) para situações de emergência como black out.

Serviços

O engenheiro da CET explica que o truck (chassi), o sistema de freios e algumas peças básicas do Bonde Restaurante estão sendo reparados por uma firma especializada. Os serviços também visam readequar as rodas na medida exata das bitolas.

As melhorias realizadas já contemplaram reparos de funilaria, instalação de cozinha planejada, pia de granito, cuba inox, frigobares, forno elétrico, microondas, cooktop (fogão de duas bocas), plataforma elevatória de acessibilidade e ar refrigerado. O veículo também receberá conjuntos de mesas retráteis e cadeiras de policarbonato.

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/quase-pronto-bonde-restaurante-recebe-piso-de-vinil/?cHash=1a356d9790470b27df0630331e697925